segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Paulo Freire


   Planejando Sempre



Ando a planejar
porque tentei á beça
Busco mais juízo 
porque improvisei demais.
Hoje me sinto mais com sorte,
aprendiz que sabe.         
Só levo a certeza 
de que eu pouco planejei,
e eu já mudei.

Projetar os passos, 
o amanhã.
Construir a escola 
que é cidadã.
É preciso chão
pra poder sonhar.
É preciso mãos
pra poder unir.
É preciso lutar 
pra conseguir.

Penso que mudar a escola 
é semear sementes, 
encontrar pessoas 
convivendo sempre.

Como o mestre Paulo Freire,
educando a cidade, 
eu vou com autonomia.
E, com liberdade, eu vou, 
cidade eu sou.

Projetar os passos, 
o amanhã.
Construir a escola
 que é cidadã.
É preciso chão 
pra poder sonhar.
É preciso mãos
pra poder unir.
É preciso lutar
pra conseguir.


'Música original: Tocando em frente, de Almir Sater e Renato Teixeira- Ed. Arzé Caipirarte/Ed. Peer Music.
Fonte: Padilha, Paulo Roberto. educar em todos os Cantos: Reflexões e canções por uma educação internacional. São Paulo. Cortez, 2007.

Biografia:  Paulo Freire


Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco uma das regiões mais pobre do país onde logo cedo pode experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares.  Trabalhou inicialmente no SESI (serviços social da indústria ) e no serviços de extensão cultura da universidade do Recife. Ele foi quase tudo o que se pode ser como educador, de professor de escola a criador de ideias e métodoSua filosofia educacional expressou-se, primeiramente, em 1958, na sua tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.

Em 1969, trabalhou como professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP. Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil, na gestão deLuiza Erundina. Durante seu mandato, fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.
A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante cinco anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido (19. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1991).

Em Paulo Freire, conviveram sempre presentes o senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Casou-se, em 1944, com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte de sua primeira esposa, casou- se com Ana Maria Araújo Freire, uma ex-aluna.

Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992) e À sombra desta mangueira (1995).

Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior.

Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional. Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio.

    



Paulo Freire, um pensador comprometido com a vida, não pensa idéias, e sim a existência. Em Pedagogia do Oprimido relata-nos sua experiência em cinco anos de exílio, mostrando o papel da conscientização, numa educação realmente libertadora, o "medo da liberdade".A luta pelo direito do ser humano, pelo trabalho livre, pela afirmação dos homens como pessoas, só é possível porque a desumanização não é um destino dado, mas resultado de uma "ordem" injusta que gera a violência dos opressores.Pode-se ver algumas contradições em relação aos oprimidos e opressores, onde a violência dos opressores torna-os desumanizados, levando os oprimidos, a qualquer momento lutar contra quem os fez menos. Esta luta só tem sentido quando o ser menos, ao buscar sua humanidade, não se sinta também um opressor, mas sim um reconquistador da humanidade em ambos (ser mais e ser menos); sendo aqui a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos, se libertar a si e aos opressores.A Pedagogia do Oprimido é uma pedagogia problematizadora, que se apresenta como pedagogia do homem; onde só ela que se pode fazer de generosidade verdadeira, humanista e não "humanitarista" que pode alcançar este objetivo. Ao contrário à Pedagogia que parte dos interesses individuais, egoístas dos opressores camuflados na falsa generosidade, que constrói a desumanização, a Pedagogia libertária.Esta pedagogia humanizadora só é possível através da união entre teoria e prática, onde a liderança revolucionária ao invés de sobrepor aos oprimidos e continuar mantendo-os como quase "coisas", com eles estabelecem uma relação dialógica. Ao alcançarem, na práxis este saber da realidade, se descobrem como seus refazedores permanentes.Portanto, a presença dos oprimidos na busca de sua libertação, mais que pseudoparticipação, é o que dever ser: engajamento.A educação bancária pode ser vista como uma educação em que o educador é o dono do saber, enquanto o educando é um mero ouvinte, que nada sabe. Enquanto numa educação libertadora ocorre o contrário, onde há interação entre ambos, onde educador e educando acaba aprendendo e ensinando simultaneamente.Em uma educação problematizadora, não se transfere, mas sim se compartilha experiências, constrói seres críticos conseguido através do diálogo com o educador, crítico também. O mundo agora é visto com uma nova margem, já não é algo que se fala com falsas palavras, mas o mediatizador dos sujeitos da educação, de que resulte a sua humanização.A teoria antidialógica é característica das elites dominadoras. Já a teoria da ação dialógica, ‘diálogo’, faz parte da classe revolucionário-libertadora, onde os sujeitos se encontram para a transformação do mundo.A divisão da massa popular é preciso, para a classe opressora, porque sem ela, esta corre o risco de despertar na classe oprimida o sentido de união, que é elemento indispensável à ação libertadora.Em se tratando da teoria da ação dialógica vemos que na antidialógica existe um sujeito que domina um objeto e na teoria dialógica existem sujeitos que se encontram para a pronúncia do mundo.Daí que, enquanto na ação antidialógica a elite dominadora falseia o mundo para melhor dominá-lo, na dialógica exige o desvelamento do mundo. O desvelamento do mundo e de si mesmas, na práxis verdadeira, possibilita às massas populares a sua adesão. Esta adesão coincide com a confiança que as massas populares começam a ter em si e na liderança revolucionária, pois começam a perceber a dedicação, a veracidade na defesa da libertação dos homens.Na teoria dialógica, contrária a antidialógica, a liderança se obriga ainda que insistentemente, em manter união dos oprimidos entre si para a libertação, sendo a práxis o ponto fundamental.Na teoria dialógica a liderança se obriga, como num esforço infatigável, manter a união dos
oprimidos entre si, e deles com ela, para a libertação. Esta união é importante para que as massas consigam libertar-se da opressão, mas esta, sem a práxis torna-se impossível.Ao contrário do que ocorre com a elite opressora, onde sua unidade interna que lhe reforça e organiza o poder, importa a divisão das massas, já para a liderança revolucionária, sua unidade somente existe na unidade das massas entre si e com ela.O ato de unir para a libertação é contrário à vontade da classe dominante, por isso torna-se tão difícil, para a liderança revolucionária mantê-la. O primeiro passo para a unificação é desmitificar a realidade, sendo também imprescindível uma forma de ação cultural através da qual conheçam o porquê e o como de sua "aderência" à realidade que lhes dá um conhecimento falso de si mesmos e dela; sendo necessário desideologizar, ou seja, conhecer a verdadeira face do mundo em que vive, exercendo assim, um ato de adesão à práxis verdadeira de transformação da realidade injusta.Na teoria dialógica a organização faz-se presente na tentativa da liderança manter um testemunho de que a busca da libertação é uma tarefa comum entre o povo. Este testemunho, por sua vez, humilde e corajoso do exercício de uma tarefa comum evita o risco dos dirigismos antidialógicos. O testemunho, aqui, é uma das conotações principais do caráter cultural e pedagógico da revolução.A ação cultural está a serviço da opressão, consciente ou inconscientemente por parte de seus agentes ou está a serviço da libertação dos homens. No objetivo dominador da ação cultural antidialógica não se encontra a possibilidade de superação de seu caráter de ação induzida, bem como no objetivo libertador da ação cultural dialógica, se acha a condição para superar a indução.Portanto, se descobrirem através de uma modalidade de ação cultural, problematizadora de si mesmos em seu confronto com o mundo, significa, primeiramente, que se descubra como tal, reconheçam sua identidade com toda significação profunda que tem esta descoberta.Uma das falhas, dentre outras que a liderança comete é de não levar em conta a visão do mundo que o povo tem. Já à a liderança revolucionária, o conhecimento desta lhe é indispensável para sua ação, como síntese cultural.O que pretende a ação cultural dialógica, não pode ser o desaparecimento da dialeticidade permanência-mudança, mas superar as contradições antagônicas de que resulte a libertação dos homens.Assim, como o opressor precisa de uma teoria da ação opressora, os oprimidos, para se libertarem, necessitam de uma teoria de sua ação. Somente na união dele com a liderança revolucionária, na práxis de ambos, é que esta teoria se faz e se re-faz.






quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Equipe 4 Ilma passos de Alencastro Veiga

    
Equipe 4

 

 

                           Ilma Passos de Alencastro Veiga                                 










 Biografia




                     Ilma Passos de Alencastro Veiga.

Possui Bacharelado e Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciencias e Letras de Goias (1961), Licenciatura em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Goiás (1967), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (1973), doutorado e pós-doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1988). É professora Titular Emérita e pesquisadora associada senior da Universidade de Brasília. É professora do Centro Universitário de Brasília onde coordena a Assessora Pedagógica da Diretoria Academica. Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes campos: formação de professor, didática, educação superior, docência universitária e projeto político-pedagógico. Orienta dissertações, teses e supervisiona atividades de pós-doutoramento. Atualmente é membro da Comissão de Superviosão Pedagogica dos Cursos de Formação de Professores na area de Pedagogia da Secretaria de Educação Superior, do Ministério de Educação. (Texto informado pelo autor)


   

1997 - 1998
Pós-Doutorado. 
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.
 
Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Currículo / Especialidade: Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação.
 
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Formaçaõ de Professor.
 
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Currículo.

1984 - 1988

Doutorado em Educação (Conceito CAPES 5). 
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.
 
Título: A Prática Pedagógica do Professor de Didática, Ano de obtenção: 1988.
 
Orientador:
  Dr Newton César Balzan. 
Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
 
Palavras-chave: didática; prática pedagógica; formação de professor.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Currículo / Especialidade: Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação.
 
Setores de atividade: Educação.

1973 - 1973
Mestrado em Educação (Conceito CAPES 4). 
Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Brasil.
 
Título: Aspiração Profissional de Professores Leigos em Educação Física da 4ª Superintendencia Regional de Educação e Cultura do Estado de Goias,Ano de Obtenção: 1973.
Orientador: Drª Dilma da Luz Pereira.
Palavras-chave: Educação Física; Aspiração Profissional; formação de professor.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Currículo / Especialidade: Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação.
 
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Formaçaõ de Professor.
 
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Ensino-Aprendizagem.
 
Setores de atividade: Educação.

1972 - 1972
Especialização em Orientação Educacional e Administração Educacional. 
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC Minas, Brasil.

1969 - 1969
Especialização em Formação de Professor. 
Centro de Pesquisas e Recursos Humanos João Pinheiro.
 
Bolsista do(a): Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

1965 - 1967
Graduação em Licenciatura em Educação Física. 
Escola Superior de Educação Física de Goiás, ESEFEGO, Brasil.

1958 - 1961
Graduação em Bacharelado e Licenciatura Em Pedagogia. 
Faculdade de Filosofia Ciencias e Letras de Goias.

                    
Atuação profissional  

2004 - Atual
Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: Professor titular, Carga horária: 40

Outras informações
Atividades: Paticipação de Projetos. Ciências da Educação Área de conhecimento Aplicação de Atividade Pedagógica

Atividades

2012 - Atual
Atividades de Participação em Projeto, Assessoria Pedagógica da Diretoria Acadêmica,

03/2006 - Atual
Atividades de Participação em Projeto, Faculdade de Ciências da Educação,


08/2004 - Atual
Pesquisa e desenvolvimento , Faculdade de Ciências da Educação, .


   
Universidade Federal de Uberlândia, UFU, Brasil.
Vínculo institucional

2002 - 2004
Vínculo: Professor visitante- UFU/MEC, Enquadramento Funcional: Professor visitante, Carga horária: 40

Outras informações
Atividades: Assessora Pedagógica da Diretoria de Ensino da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação.

Vínculo institucional

2000 - 2002
Vínculo: Professor visitante- CNPq, Enquadramento Funcional: Professor visitante, Carga horária: 40

Outras informações
Atividades: Projeto de Pesquisa Profissionalização do Majistério: Um Projeto Ético-Político Discplinas ministradas: Formação de Professores

Vínculo institucional

1981 - 1989
Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor titular, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Outras informações
Disciplinas ministradas: Didática Planejamento curricular na Pré-Escola Assessora da Diretoria de Ensino de 1 e 2 graus da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação

Atividades
08/2002 - 07/2004
Ensino, Educação, Nível: Pós-Graduação

Disciplinas ministradas
Formação de Professores
08/2002 - 07/2004
Conselhos, Comissões e Consultoria, Conselho de Graduação, .

Cargo ou função
Assessora Pedagógica da Diretoria de Ensino da Pró-Reitoria de Graduação.

03/2000 - 03/2002
Ensino, Mestrado, Nível: Pós-Graduação

Disciplinas ministradas
Formação de Professores
Metodologia do Ensino Superior
03/2000 - 03/2002
Extensão universitária , Faculdade de Educação, .

Atividade de extensão realizada
Palestras em eventos da Secretaria da Educação(Municipal e Estadual).

03/2000 - 03/2002
Atividades de Participação em Projeto, Faculdade de Educação.






Principais Obras Publicadas

 Livro A Aventura de Formar Professores  da editora Papirus                                                           Livro PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA  da editora Papirus                                                                  Livro PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE DIDÁTICA  da editora Papirus                                                       Livro REPENSANDO A DIDÁTICA  da editora Papirus






Reflexões



Não basta dar os passos que nos devem levar um dia ao objetivo, cada passo deve ser ele próprio um objetivo em si mesmo, ao mesmo tempo que nos leva para diante.
Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos agora você vai dar pra frente.
Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
Quando alguém encontra seu caminho precisa ter coragem suficiente para dar passos errados. As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que Deus utiliza para mostrar a estrada.
Quando alguém encontra seu caminho, precisa ter coragem suficiente para dar passos errados. As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas utilizadas para mostrar a entrada.
Através dos passos alternados de perda e ganho,
silêncio e atividade, nascimento e morte,
eu trilho o caminho da imortalidade.
Existem momentos em que ainda é preciso correr riscos, dar passos loucos.
O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.
outubro
no teto passos pássaros
gotas de chuva
Não existem pequenos passos nos grandes negócios.


Ilma Passos de Alencar Veiga


Acesso em : 04 de dezembro de 2012.

                                          

Segundo leitão de Mello (1999, p.26), formação

(...) é um processo inicial e continuado, que deve dar respostas aos desafios do cotidiano escolar, da contemporaneidade e do avanço tecnológico. O professor é um dos profissionais que mais necessidade tem de se manter atualizado (sic), aliando à tarefa de ensinar a tarefa de estudar. Transformar essa necessidade em direito fundamental para o alcance de sua valorização profissional e desempenho em patamares de competência exigidos pela sua própria função social.




 
               Analise sobre o livro
A escola mudou .Que mude a formação de professores!



O livro A escola mudou. Que mude a formação de professores! foi organizado por Ilma Passos Alencastro Veiga, mestre em estudos sobre currículo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Edileuza Fernandes da Silva, mestre e doutoranda em educação pela Universidade de Brasília (UnB). Apresenta-se estruturado em cinco textos, de diferentes autoras, tendo como tema a formação de professores da educação básica. As questões abordadas incidem sobre temas como as possibilidades inovadoras neste campo educacional, aspectos curriculares e análise de experiências e processos formativos originais.

  

  O texto abaixo, está  fundamentado no
  Livro: A Escola mudou que mude a Formação
de Professores de Ilma Passos de Alencastro Veiga



Devido as transformações históricos sociais e com avanços como as características do desenvolvimento da Ciência, o avanço da robótica e do micro - eletrônica demarcaram o que alguns estudiosos passaram a chamar de Terceiro REVOLUÇÃO industrial ou Técnico - Cientifico que deu acesso ao crescimento de atividades na indústria que aplicam tecnologias de ponto em todas as etapas produtivas e essa mudanças que sucederam no planeta, afetaram a educação, e por seguinte a escola, pois nem sempre esta consegue acompanhar este desenvolvimento e transformações que acontecem na sociedade, daí surge a necessidade de formação continuada de professores. ““ VEIGA PG16”.” A reforma educacional, de forma mais específica, elegeu uma concepção de gestão, de currículo e de escola que atenda as necessidades da política do Estado mínimo”.Assim a educação foi eleita a adequar-se ao novo modelo da sociedade e atender as exigências de um mercado globalizado. Tendo como objetivo formar um novo tipo de trabalhador preparado para responder as tais exigências desse novo mercado global.
Porém sabemos que a escola hoje não proporciona ao aluno uma formação de qualidade, na qual prepare para o mundo globalizado e principalmente para sua emancipação. Devido a essas variadas mudanças a LBD passou a exigir um professor que tenha curso superior “e que este profissional deve  estar preparado para trabalhar com uma nova concepção de currículo, de avaliação,de gestão para formar o discente hábil para servir com qualidade o mundo do trabalho.
Assim a partir dos anos de 1990 que a formação de professores se resumiu a transmissão rápida de conhecimento, habilitação relâmpago de professores por meio do treinamento, uma formação com relações individualistas e não dialógicas, competitivas, em que o professor não passa além de um simples transmissor de conhecimento e reprodutor de informações, ou seja, essa formação de professores elege ou qualifica uma proposta de educação e um tipo de formação no qual o educador tenha a mesma visão do mercado.
Assim tal obrigatoriedade da formação do curso de professor, torna-se motivo de preocupação, pois está formação do professor caminha na direção contraria a uma formação comprometida com a emancipação do homem, cidadão, trabalhador.  VEIGA ( 2010,pg32).
A escola precisa de uma inovação no processo de ensino-aprendizagem, na qual venha estimular no aluno a sua vontade de aprender, no qual ele venha sentir o prazer de está lá, e por isso se faz necessário formar um educador que prepare o aluno para enfrentar os problemas sociais, por meio de tais práticas inovadoras e atraentes, que instigue no aluno o desejo de aprender e buscar conhecimento para assim vencer as dificuldades da sociedade, os obstáculos e desafios da vida. Para isso também é importante ressaltar, que o educador venha investir na sua formação continuada, pois é um processo de infinita aprendizagem, a autora afirma quer é um processo inacabado, não avança no isolamento, no individualismo é imprescindível que haja conhecimento pessoal e coletivo.
A autora também ressaltar sobre o papel do professor, que jamais poderá ser substituído por uma máquina, se o compromisso for com uma educação para emancipação. Os recursos tecnológicos são instrumentos que devem ser usados para facilitar o acesso ao conhecimento e a sua produção, mas sozinha jamais terão condição de desempenhar sozinho o papel de formadores críticos e agentes sociais. VEIGA (2010, p.32)
Numa sociedade dinâmica, onde esta é volúvel e instável, a educação também precisa acompanhar esse rítmico e um caminho para tal mudança é a formação continuada de professores. E para que isso se dê na prática é preciso repensar o currículo.
 Nesta situação sobrevive não aquele que tiver mais acúmulo de informações e sim aquele que souber produzir o saber e atuar com desenvolturas nas mais diversas realidades no seu contexto de sala de aula, não significa que é o que sabe mais deste ou daquele assunto, mas saber ser, fazer, aprender e principalmente saber ensinar, ou melhor, saber ser mediador do conhecimento para agir de forma precisa em situações singulares, não necessariamente só na escola, mas perpassar a sala de aula, romper com isolamentos, representar as realidades e necessidades do seu público alvo, culturas e povos, e, isso se faz pesquisando.
 Neste sentido tem grande peso o currículo que advir de uma concepção teórica metodológica que primeiro domine a teoria e depois dê atenção devida à prática e à realidade. Pois, “o currículo é lugar, espaço, território”. O currículo é relação de poder. O currículo é documento de identidade (SILVA, 2003, p.150). neste, o docente deve entender que este espaço citado pelo autor é lugar de transformação e transformar algo ou alguém implica em problematizar, que por sua vez se faz necessário um profissional pesquisador. Devido a tanta tecnologia de ponta, o conhecimento é cada vez mais incompleto por isso há uma necessidade incessante de pesquisa, que na formação de professores deve-se levar em considerações ou englobar alguns aspectos como: trabalhos coletivos entre os docentes, concretude entre a realidade do educando e os conteúdos trabalhados, uma estreita harmonia entre teoria e prática, para que assim este currículo atinja o seu primeiro e último fim: o ensino e a aprendizagem.
Ainda pensando nesta relação de poder (currículo) deve-se então ter uma estrutura de trabalho pautados na ação, reflexão, ação, onde este tripé terá um significado epistemológico e este, portanto pautados na pesquisa, onde a base científica se traduza em metodologia e avaliação que o  docente precisa de formação inicial (acadêmica) e nunca mais parar de estudar, pesquisar, problematizar e assim produzir conhecimento.  BORGES (2010, p. 59) “Portanto a base de um currículo para formação de professores se dá no rompimento do individualismo e a integração de ideias, práticas, recursos e, sobretudo no ideário do respeito à diversidade e sendo assim, o educador caminhará para a emancipação e desalienação” e, sobretudo a busca e                                                  pesquisa continuada de conhecimentos dos docentes.
Sabendo que esse arsenal a cada dia vai sendo superado por novos conhecimentos, torna-se necessário uma busca infinita, pois é através desses estudos que professores poderão ter a sua prática pedagógica conduzida de maneira enriquecedora, para tanto foram analisadas algumas práticas docentes. Essas análises mostram que a pesquisa pode tornar o professor capacitado para a reflexão que é um elemento essencial para uma mudança na prática pedagógica levando em consideração a ação-reflexão-ação. Ainda dentro do contexto os professores pontuam a importância da formação continuada para o profissional da educação, e esses mesmos profissionais relatam suas experiências e as modificações que tiveram que fazer para que a sua prática não continuasse ultrapassada. Trazem ainda, o quanto é importante o trabalho feito em grupo e a troca de experiências com outros professores, mesmo porque se surgir algo que não esteja inserido no currículo pode ser acrescentado com a finalidade de enriquecê-lo. E esta riqueza no currículo depende da mudança daquele professor que é metódico, tecnicista e/ou tradicional em professor pesquisador, criador e inovador.
As práticas pedagógicas ser analisadas, pois existem duas formas dentro desse contexto que é o da imitação e o da criação. Como o próprio nome já mostra o da imitação são práticas repetitivas, ou seja, aquelas já existentes com seus velhos e fragmentados conteúdos como as antigas e constantes atividades mimeografadas de forma mecânica onde o professor continua sendo o único detentor do conhecimento impossibilitando a descoberta dos alunos, tendo as provas como meio avaliativo classificatório e exclusivo para aqueles que não conseguem acompanhar esses critérios. Ainda como meio ultrapassado tem no ambiente da sala de aula o chamado “olheiro” que é aquele que observa a turma na ausência da professora para depois passar para ela o comportamento de cada um.
As práticas conservadoras entram em choque com o posicionamento de alguns professores que idealizam mudanças por terem encontrado dificuldades para transpor o ideal, o subjetivo para chegar ao real, objetivo, característica do processo prático criador. Nesse sentido, Várquez (1977, p. 248) afirma que “no processo verdadeiramente criador, a unidade de ambos os lados do processo- o subjetivo e o objetivo, o interior e o exterior- se apresenta de modo indissociável”. Essas práticas pedagógicas são aquelas que o docente começa bem no seu discurso, mais no meio acaba se perdendo, pois chega a ter duvidas daquilo que estão pondo em prática. Para tanto se faz necessário antes de qualquer coisa esse profissional procurar investigar acerca daquilo que ele quer trabalhar. 
Sabendo que na prática criadora, a teoria e prática de mãos dadas ganham novos e inúmeros significados. Portanto é uma relação indissociável. Através dessa prática criadora, são construídas novas práticas educativas com novos modelos e práticas cognitivas para que possam ser abolidos os modelos tradicionais. As práticas criadoras são analisadas com base em quatro características: compromisso ético, político e democrático, competência técnica, uma postura reflexiva e relação entre professor e alunos. Essas características colocadas dentro do contexto vêm fazer com que os alunos venham ter uma formação de cidadãos capazes de serem inseridos na sociedade de forma critica e autônoma. Segundo Freire (1998), “o professor não deve poupar-se ao discutir temáticas e fatos cotidianos expondo até mesmo sua posição político-ideológica”.O diálogo também é muito importante, pois quando acontece uma disposição de diálogo surge uma abertura ao outro de colocar sua reflexão crítica. Vale ressaltar que ainda dentro do contexto das práticas pedagógicas foi trabalhada a inclusão de crianças com necessidades especiais onde essas eram incluídas mesmo sem as professoras terem passado por algum tipo de curso de qualificação para trabalhar com esse público, fazendo com que as outras crianças não tivessem medo e  as recebessem de maneira normal.
Os educadores devem permanecer em constante formação buscando sempre novos conhecimentos para aprimorarem sua prática pedagógica. Através da educação continuada de professores. No qual se caracteriza sendo o processo de desenvolvimento que ocorre na vida profissional, depois da formação inicial.
É, portanto, um processo permanente importante, dinâmico e rico que se consolida no cotidiano pessoal e profissional dos professores e que ocorre primordialmente, na organização do trabalho pedagógico e no espaço e no tempo da escola.
A concepção de coordenação pedagógica e educação continuada bem como a valorização das ações de estudos no interior da escola, definem a forma de organização do espaço e do tempo da coordenação pedagógica. É importante que os professores organizem um momento para troca de experiências, troca de saberes e também para fazerem uma reflexão coletiva sobre a prática, pois, muitas vezes alguns professores chegam e, quando são mais novos, ficam intimidados com a experiência do outro. Existindo a proposta de trocas de experiências, atende e dá liberdade a todos para aprender.
Podemos analisar que a coordenação pedagógica é valorizada porque se constitui espaço e tempo de formação. Assim como articulação entre teoria e prática parte do “chão” da escola, ela representa outra dimensão da educação continuada, e que os professores são atores ativos no processo de formação.
Para a autora a concepção de educação continuada acrescenta outros modos de socialização no processo de desenvolvimento do professor que, aliados aos aspectos institucionais integram uma visão mais completa da formação no interior da escola de maneira continua, uma verdadeira pratica social de educação mobilizadora de todas as possibilidades e todos os saberes profissionais.
Em um dos seus trabalhos de  educação continuada, em Brasília 2007-2008 as educadoras VEIGA, SILVA,VIANA,BORGES,TOLENTINO e FERNANDES mostram a formação continuada para professores, que este não é um pacote de formulas ou metodologias prontas, mas, a possibilidade de se buscar na pesquisa científica possíveis desmistificações/soluções para os problemas vividos em sala de aula.
No ciberespaço pode se encontrar respostas para quase tudo no “Ctrl c, Ctrl v”, mas isso, quase sempre não serve para solucionar problemas em sala de aula e nesta a dita ação, reflexão, ação, viabiliza entorno para situações problemas que uma vez detectado deve começar a busca pela reflexão dos trabalhos executados em sala de aula, onde o registro, análise das avaliações, a ficha de acompanhamento individual de cada criança facilitam uma breve detecção do problema da não aprendizagem, por exemplo, e a partir da reflexão sobre as possíveis causas começam a serem elaboradas as intervenções didáticas cabíveis em cada situação. Assim como o médico não curam doenças variadas com o mesmo remédio, o professor também não atingirá seus objetivos com uma única metodologia, pois a classe não é homogênea. Sendo assim devem-se considerar as necessidades apresentadas de cada criança e depois que tiver conhecimento do diagnóstico inicial e individual das mesmas comece assim o planejamento de atividades a serem realisadas
Nas complexas realidades atuais da educação brasileira, onde alarma-se a cada dia os números negativos ou defasagem do sistema educacional, mostra-se que por via da  formação continuada de professores e com muito trabalho e investimento político social é possível reverter este quadro começando a diagnosticar as necessidades reais de sala de aula pautando-se em priorizar alguns aspectos como primeiro lugar:conhecer o diagnóstico individual de cada aluno, segundo detectar suas necessidades reais, terceiro procurar/identificar a origem da mesma( familiar, escolar,social professor x aluno) e a partir de então agir pedagogicamente diante das mesmas planejando ações,estratégias e metodologias específicas, isto é pesquisa e trabalho para formação constante de professores e a isto LIBÂNEO(2005, p. 71) chamou de  POS-CONSTRUTIVISMO, o qual busca romper com o imaginário ou/e ideário do professor que traz à sua aula uma única metodologia para diversos alunos.